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Relatório da SEFA aponta maior salto no investimento público no Paraná
Dados referentes ao 2º quadrimestre de 2024 do Governo do Estado foram apresentados em audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná
10/10/2024 13h42
Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação com Assessoria
Foto: Divulgação.

Nos primeiros oito meses de 2024, o Paraná alcançou um aumento real de 74,3% no investimento público, totalizando R$ 4,4 bilhões, em comparação aos R$ 2,4 bilhões do mesmo período em 2023. Este valor representa o maior montante já registrado na série histórica do estado, considerando a inflação. As informações foram divulgadas na Assembleia Legislativa do Paraná pelo secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, que apresentou o relatório referente ao 2º quadrimestre do ano.

O secretário destacou que este aumento é resultado de uma gestão fiscal responsável, marcada pela contenção de gastos e crescimento na arrecadação. “Estamos dando transparência a uma boa condição fiscal do Estado, que podemos considerar uma das melhores do Brasil”, afirmou Ortigara.

Os investimentos estão concentrados em áreas estratégicas. Na Agricultura, o empenho acumulado foi de R$ 204 milhões, um crescimento de 335% em relação ao ano anterior. O setor de Urbanismo registrou R$ 1,5 bilhão, com um aumento real de 230%.

O relatório também apontou um crescimento real de 9,9% na arrecadação total do estado, impulsionado principalmente pelo ICMS, que corresponde a cerca de 25% das receitas estaduais. No período, a arrecadação do ICMS cresceu 15%, totalizando cerca de R$ 4 bilhões a mais em comparação a 2023, destacando-se os setores de Energia e Combustíveis.

Além disso, o cumprimento dos mínimos constitucionais foi mantido, com 31,29% das despesas aplicadas em Educação e 12,43% em Saúde. As despesas com pessoal aumentaram 13,8% nos últimos 12 meses.

O estado também registrou a menor taxa de desemprego em 10 anos, com o segundo maior número de empregados com carteira assinada do país. A apresentação das informações está em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige avaliações periódicas das metas fiscais.

Durante a sessão, alguns deputados expressaram preocupações sobre o impacto de cortes em repasses, como no transporte escolar, e sobre a necessidade de uma análise mais detalhada das políticas para municípios com grande extensão rural.