Nesta segunda-feira (13), o governador Carlos Massa Ratinho Junior realizou a entrega de 18 novos veículos para o Sistema Estadual de Transplantes do Paraná, um marco que registrou a maior renovação de frota do órgão. Além disso, o governador anunciou a aquisição de duas aeronaves para a Casa Militar, que auxilia o transporte de órgãos no Estado.
De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o Paraná se mantém como o Estado com maior número de doações de órgãos no País, registrando 42,3 doações por milhão de população (pmp), sendo que a média nacional é de 19,5 pmp. Além disso, o Paraná também está na liderança nacional de transplante de rins e é o terceiro em transplantes de fígado.
Estado conta com 18 novos veículos para transporte de órgãos. Governador também anunciou a aquisição de aeronaves. Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
As novas aquisições, que receberam investimento de R$ 1,9 milhão da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), serão destinados às quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) do Estado, sendo que nove veículos ficarão em Curitiba, onde está a sede da Central Estadual de Transplantes, e o restante será distribuído entre as organizações de Maringá, Londrina e Cascavel.
“Temos uma das estruturas mais modernas do mundo na gestão logística, na busca desses órgãos para levar até os hospitais para atender a população. Por isso a importância dessas novas viaturas, que vão reforçar a logística tanto na Capital, quanto no Interior”, afirmou Ratinho Junior.
Além do transporte terrestre, o Paraná conta com uma estrutura aérea, com aviões da Casa Militar disponíveis 24 horas por dia para o transporte de órgãos e das equipes do sistema estadual.
“O Sistema Estadual de Transplantes é um dos orgulhos do Paraná e da Secretaria da Saúde. É graças a esse trabalho que, há muitos anos, somos os líderes nacionais em doação de órgãos”, salientou o secretário estadual da Saúde, César Neves. “A renovação da frota, junto com a estrutura da Casa Militar, ajuda a estruturar a parte logística da nossa Central de Transplantes, que nos coloca na vanguarda nacional nessa área. Queremos, cada vez mais, que os paranaenses tenham o melhor sistema de transplantes do País”.
Atualmente, o sistema paranaense é formado pela Central Estadual de Transplantes, localizada em Curitiba e que coordena as atividades em todo o Estado, sendo quatro Organizações de Procura de Órgãos, 70 Comissões Intra Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, 23 equipes transplantadoras de órgãos, 60 equipes transplantadoras de tecidos, cinco laboratórios de histocompatibilidade, três Bancos de Tecidos Oculares e um banco de multitecidos, além de quatro Câmaras Técnicas.
Segundo a Secretaria da Saúde, entre janeiro e agosto de 2024, o Estado atingiu o maior número de transplantes de órgãos sólidos dos últimos seis anos, com 574 procedimentos. O período também foi marcado pelos recordes nos transplantes de coração, com 28 procedimentos, e de rim, com 342 procedimentos.
Os órgãos doados são destinados a pacientes que necessitam de transplante e estão aguardando em uma lista única de espera, que é fiscalizada pelo Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde, e pelas Centrais Estaduais de Transplantes. Atualmente, 3.992 pessoas aguardam na fila de espera por um transplante no Paraná. A maior demanda é por transplante de rim, com 2.222 pacientes, seguido por transplante de córneas (1.436) e de fígado (257).
A seleção de um paciente que aguarda por um transplante ocorre com base na gravidade de sua doença, tempo de espera em lista, tipo sanguíneo, compatibilidade anatômica com o órgão doado e outras informações médicas importantes. Todo o processo de seleção dos potenciais receptores é seguro, justo e transparente. Os órgãos que podem ser transplantados são o coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas, além de tecidos, como córneas, pele, ossos, valvas cardíacas e tendões.