Cidades HISTÓRIA E CULTURA
Museu dos Campos Gerais recebe acervo de fotos que contam a história do Norte Pioneiro
Imagens registradas por mais de seis décadas fazem parte do acervo Foto Tanko e revelam aspectos do cotidiano, da política e estilo de vida na região
20/02/2024 17h13
Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação com Assessoria
Foto: Jessica Natal/UEPG.

Fotografias são imagens que tem o poder de registrar momentos únicos de diferentes histórias e até mesmo revelar sentimentos. São uma das ferramentas que mais foram utilizadas ao longo dos anos para gravar momentos polêmicos, críticos, especiais, emocionantes e importantes na história do ser humano. E justamente um acervo de fotos que conta episódios da história do Norte Pioneiro agora faz parte do material do Museu dos Campos Gerais, em Ponta Grossa.

De acordo com as informações divulgadas para imprensa, o Museu dos Campos Gerais, que é gerido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), recebeu no ano de 2022 um acervo com mais de seis décadas de registros fotográficos que mostram diferentes momentos da história do Norte Pioneiro.

Os materiais fazem parte do acervo da família Tanko, de Santo Antônio da Platina, e estão sendo submetidos a um trabalho de preservação e resgate histórico. A ação está sendo desenvolvida em parceria com a secretaria de Cultura de Santo Antônio da Platina. Após este trabalho ser finalizado, as imagens farão parte da exposição “Foto Tanko”.

As imagens que fazem parte deste acervo contam com registros de diferentes momentos da história do Norte Pioneiro apresentando situações do cotidiano da população, política, trabalho e estilo de vida. Um dos pontos mais curiosos é que todas as imagens foram capturadas por três fotógrafos da mesma família em gerações diferentes.

Tudo começou na década de 1940 quando José Tanko chegou ao Brasil e se situou na cidade de Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro. O romeno abriu uma casa de fotos que atendeu quase 200 mil clientes até o ano de 2004. As contribuições ainda contaram com Paulo e Guilherme, também da família Tanko.

A direção do museu explica que o material proporciona o desenvolvimento de um grande projeto de preservação e divulgação da história da região. “As etapas iniciais de trabalho, realizadas entre março e junho de 2022, enfrentaram o desafio de catalogar e organizar um acervo sem um sistema prévio de arranjo. Com isso, destaco a complexidade e a importância do projeto para a preservação do patrimônio cultural da região”, explica o diretor do museu, Robson Laverdi.

Apesar da empolgação, o tratamento dos arquivos está em fase inicial onde está sendo realizada a identificação dos itens, verificação do estado de conservação, higienização e acondicionamento dos materiais. Agora, o meseu aguarda a contratação de bolsistas que irão atuar exclusivamente no tratamento do material que irá compor a exposição. Entre os materiais entregues ao museu, estão negativos, fotos, máquinas fotográficas e outros equipamentos, álbuns, livros de registros, películas e quadros.

A partir de agora, o projeto se beneficiará de um impulso adicional, pela aprovação de um projeto de modernização junto ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que visa a preservação e acessibilidade para pesquisa e apreciação pública. “Este projeto representa um passo importante na valorização e no estudo da história local, reforçando o papel do MCG e da Secretaria de Cultura de Santo Antônio da Platina na promoção do conhecimento e na preservação da memória social paranaense”, completa Laverdi. A equipe ainda irá planejar, junto à Secretaria, quanto aos detalhes da futura exposição.