A Quaresma, período sabático que teve início nesta quarta-feira (14), encerra o Carnaval e dá início a esta tradição de fiéis Católicos, Ortodoxos, Anglicanos e Luteranos trazendo a eles momentos de devoção a Deus e arrependimento de pecados.
A origem desta tradição surgiu no século quatro antes de Cristo, durante o primeiro Concílio de Niceia, que foi um encontro entre bispos com a finalidade de discutir questões relacionadas à fé cristã, e então estabeleceu a Quaresma.
Originalmente a tradição duraria 40 dias, iniciando seu ciclo na Quarta-feira de Cinzas e encerrando no Domingo de Ramos, porém a partir de 1963 o Papa Paulo VI iniciou seu pontificado, determinando então que a Quaresma duraria 44 dias terminando então na Quinta-feira Santa e não mais no Domingo de Ramos.
Durante este período, fiéis realizam práticas que levam a maior devoção à Deus e arrependimento de seus pecados, pois como é um período que antecede a Páscoa, é o momento propício para jejuns, orações e obras de caridade.
O jejum da carne vermelha e da carne de frango é o jejum mais conhecido durante este período, pois simboliza o sacrifício de Cristo, deixando então o peixe como principal alimento durante o jejum, pois é considerado um alimento mais simples e humilde do que a carne vermelha.
Outras práticas realizadas por fiéis durante este tempo de consagração, é a leitura bíblica, aumento da rotina de oração e a prática da caridade. Ao fim da Quaresma, se dá início às celebrações da Sexta-feira Santa, o Sábado de Aleluia e por fim o Domingo de Páscoa.
A redação da Folha conversou com o Padre José Mário dos Santos, líder da Paróquia São Sebastião em Wenceslau Braz Paraná, que afirma que a Quaresma é um tempo de conversão e novas experiências com Deus. “É um momento muito forte em que não podemos fazer somente pela tradição, mas pelo sentimento de melhora e conversão, seguindo sempre os três pilares da Quaresma que são a Oração (voltada à Deus), o Jejum (voltado à nós mesmos) e a Caridade (voltada ao nosso próximo)” pontua o Padre.
Para Maria José Watanabe, uma devota Católica desde sua infância a Quaresma é o momento propício para reflexões. “Temos que reconhecer o amor de Deus por nós e reconhecer que sem ele não somos nada, é um momento para adoração, reflexão e reconhecimento”, afirma a religiosa.
Já para os evangélicos, o período sabático não tem o mesmo sentido e não é guardado da mesma maneira que a religião Católica. “A Quaresma é um costume Católico e nós evangélicos não participamos desta data. Segundo a explicação Católica, esses 40 dias representam os dias em que Cristo permaneceu no deserto, porém para nós, são apenas dias comuns. Claro que não podemos julgar e dizer quem está certo e quem está errado”, conclui o Pastor Marcos Antônio Bella da igreja Metodista de Wenceslau Braz.