Lideranças políticas e da área da Educação estão mobilizadas na tentativa de realizar um sonho antigo que já foi objetivo de luta de várias gerações, trazer o curso de Medicina para o Norte Pioneiro. Nesta terça-feira (31), o tema foi debatido nas Câmaras de Vereadores de Santo Antônio da Platina e de Jacarezinho.
Em Santo Antônio da Platina, Maria das Graças Zurlo, diretora da Fanorpi, apresentou aos vereadores o projeto do movimento “Pró-curso de Medicina”. De acordo com a diretora, a Fanorpi já conta com uma estrutura adequada para o funcionamento do curso atendendo as exigências do edital também no que diz respeito ao corpo docente, além de já contar com o curso de Enfermagem.
O assunto também foi debatido na Câmara de Vereadores de Jacarezinho reunindo lideranças políticas e demais autoridades em busca de fortalecer a busca pela implantação do curso na região. O prefeito do município, Marcelo Palhares, destacou que o curso de Medicina em Jacarezinho seria um ganho para toda a região do Norte Pioneiro.
A expectativa é que através da implementação do curso de Medicina na Região a formação e oferta de profissionais nesta área seja maior reforçando assim o atendimento nos municípios do Norte Pioneiro proporcionando mais qualidade e agilidade no atendimento a população.
GOVERNO FEDERAL
No mês passado, o Ministério da Saúde lançou um edital para abertura de novos cursos de medicina no país através da Lei do Programa Mais Médicos. No documento, o estado do Paraná aparece apto a receber quatro novos cursos de Medicina.
Ainda de acordo com o edital, são consideradas aptas a participar do processo de seleção para receber os cursos as Regionais de Saúde de Francisco Beltrão, Paranavaí, Ponta Grossa, Ivaiporã, Apucarana, Cornélio Procópio e Jacarezinho, as duas últimas na região do Norte Pioneiro.
Destas Regionais, quatro devem ser selecionadas para receber os novos cursos sendo que elas devem atender alguns critérios como, por exemplo, a região a ser contemplada deve apresentar média inferior a 2,5 médicos para cada 1 mil habitantes, contar com hospital que tenha ao menos 80 leitos, apresentar capacidade para comportar o curso de medicina e não ser impactada pelo plano de expansão dos cursos de medicina nas universidades federais.