Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público, colaboradores da Sociedade Hospitalar Beneficente de Andirá teriam desviado o montante estimado, depositando-o em contas de parentes. As irregularidades ocorreram por meio de pagamentos de salários, gratificações e diferentes modalidades de reembolsos. Os principais envolvidos no esquema são o diretor e o gerente financeiro da unidade hospitalar, que possuem contrato com a Prefeitura de Andirá.
O caso teve início a partir da denúncia de uma mulher que mantinha um relacionamento extraconjugal com um dos investigados ocupando cargo importante na sociedade hospitalar. A partir dessa revelação inusitada, as autoridades iniciaram as investigações que culminaram na Operação Raio X.
Durante dois anos, a Sociedade Beneficente de Andirá recebeu recursos da Prefeitura local, com um repasse médio de R$ 300 mil destinados ao funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Ministério Público, até o momento não há indícios de envolvimento de funcionários públicos municipais ou estaduais no esquema fraudulento.
O promotor de Justiça de Andirá, Danilo Leme, informou que a Prefeitura já instaurou uma sindicância interna para apurar os fatos investigados pela Operação Raio X. Além disso, o município tem colaborado com a documentação referente aos contratos entre a prefeitura e o hospital.
Ao todo, oito pessoas são investigadas por associação criminosa, peculato e falsidade ideológica. As buscas e apreensões realizadas durante a operação visam reunir provas e documentos que possam fortalecer a investigação em curso.