Cidades POLÊMICA
Ambulâncias são sabotadas e funcionários dispensados no SAMU de Santo Antônio da Plantina
Combustível foi analisado, sendo constatado grande teor de água na mistura.  Colaboradores se revoltam ao serem dispensados por não atenderem as expectativas do serviço
19/07/2022 10h20 Atualizada há 4 anos
Por: Fonte: Redação com Tá no Site
Legenda: A esquerda, o combustível analisado, constado alto teor de água. A direita, viatura ambulância do Serviço. Foto: Portal Tá no Site.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), de Santo Antonio da Platina vem há alguns meses tendo verdadeiros “abacaxis” na unidade. Primeiro em relação aos pagamentos dos funcionários, em consequência da antiga empresa administradora, OZZ, depois pelas viaturas que constantemente eram mandadas para manutenção.

Após todo transtorno com a antiga empresa, uma nova foi licitada de caráter emergencial para completar o fim da licitação. A nova gestão, Ezco Saúde, vem tentando “consertar” as situações deixadas pelo antigo gerenciamento.

Nesta semana, o coordenador geral da Ezco Saúde, Alexandre Monteiro, conversou com o Portal Tá no Site e afirmou, categoricamente que as únicas duas ambulâncias que atendem o município de Santo Antônio da Platina, sendo uma do Serviço e outra da prefeitura, ambas movidas a óleo diesel, estariam sendo sabotadas com produtos inseridos diretamente no tanque de combustível. As informações são do Portal Tá no Site.

Diante da suspeita, Alexandre pediu a realização de testes com o combustível do posto que as ambulâncias eram abastecidas, porém, os resultados indicaram que não havia nenhuma irregularidade. Ainda em suspeita, o gestor pediu que fosse analisado o combustível já inserido dentro das viaturas e, então, foi constatado, através da empresa Petrolab - Análise Químicas, um alto teor de água misturado no combustível. Diante da situação foi realizado boletim de ocorrência.

Segundo o relatório da análise química, no segmento “aspecto” constou-se a cor como “turva” ao invés de amarelo, e no teor de água por mg/kg, que o ideal seria no máximo “200”, estava em “2840,40”. “Além de todo o prejuízo operacional que uma atitude dessa promove, com o quebra-quebra das ambulâncias e a dificuldade no cumprimento das ações rotineiras do Samu, somente o conserto de uma delas está orçado em R$ 16 mil. A outra ainda não foi avaliada”, contou Alexandre.

Conforme as informações coletadas, nenhum outro veículo dos 21 municípios atendidos pela Ezco, apresentou o mesmo problema, ou seja, a alteração do combustível estava ocorrendo apenas em Santo Antônio da Platina. “Apesar de muito rodadas, hoje todas as ambulâncias estão funcionando. O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte do Paraná (Cisnop) locou um veículo novo para atender Santo Antônio, que conta agora com duas ambulâncias em circulação e uma reserva”, comenta o gestor.

FUNCIONÁRIOS

Além dessa situação, o Portal Tá no Site recebeu denúncias sobre a demissão de funcionários do Serviço. Conforme as reclamações, seis colaboradores de um total de oito já foram desligados. 

Partindo dessas informações, conclui-se que o SAMU de Santo Antônio da Platina está com metade dos funcionários trabalhando. “São pessoas que perderam suas vagas do dia para a noite. Essa empresa quando assumiu em caráter emergencial, em maio deste ano, declarou que os funcionários poderiam ficar tranquilos que não haveria demissões”, dizem os denunciantes, em anonimato.

Perante o caso, Alexandre Monteiro contestou, ao Portal Tá no Site, o número de demissões exposto, explicando que de uma equipe de oito pessoas, quatro foram desligadas e, estes estão sendo escalados de maneira a não comprometer o atendimento à população, até que sejam feitas novas contrações.

Monteiro conta ainda que, os funcionários dispensados, eram colaboradores em períodos de experiência, portanto não haviam sido contratados efetivamente.

Questionado se o desligamento teria relação com à sabotagem dos veículos, Alexandre disse não haver relação. “Não posso vincular uma coisa à outra. Seria muita irresponsabilidade da minha parte. Os desligamentos ocorreram porque os funcionários não estavam respondendo às nossas expectativas. Buscaremos outros mais capacitados”, concluiu.