Cidades WENCESLAU BRAZ
Mãe de menino que sofreu ato de racismo no JEPS fala sobre ocorrido
Segundo informações, a família já registrou boletim de ocorrência contra a torcida do colégio adversário
20/04/2022 14h17 Atualizada há 4 anos
Por: Fonte: Redação
Foto: Ilustrativa.

A Folha entrou em conato com a mãe do menino Luis Gustavo Romano Santos, Tatiane Romano, para saber mais informações sobre o ato de racismo praticado contra seu filho, ocorrido nesta terça-feira (19), durante os Jogos Escolares no Ginásio Edmar Luiz Costa.

No dia, estava acontecendo a final da etapa municipal dos jogos, sendo o Colégio Estadual Doutor Sebastião Paraná contra o Colégio São Tomaz de Aquino. No momento do jogo, um aluno da torcida do CSTA teria gritado “Macaco, macaco” para Luis e após isso o juiz parou a partida. Na súmula do jogo ficou registrado a situação. “Faltando sete minutos e vinte segundos para o final da partida, os atletas do Colégio Estadual Doutor Sebastião Paraná se retiraram da quadra alegando que, o atleta Luis Gustavo Romano Santos teria sido chamado de macaco por um torcedor do Colégio São Tomaz de Aquino. Os árbitros então deram por encerrada a partida”.

Suposto caso de racismo entre estudantes causa revolta em Wenceslau Braz

Tatiane conta que sua família está muito abalada com o ocorrido, mas que não deixará de tomar as devidas providências. No mesmo momento do acontecido, a mãe e o menino foram até a Delegacia de Polícia para fazer a denúncia contra a torcida do CSTA.

De acordo vídeos que circularam nas redes sociais, o suspeito do crime é uma estudante do 3º ano do CSTA que, conforme com os vídeos nega ter feito qualquer tipo de comentário.

Ainda no mesmo dia, a suspeita e sua responsável teria ido até à casa do menino, porém, não foram atendidas pela família.

Na manhã desta quarta-feira (20), Tatiane e Luis foram até o CESP para conversar com a diretoria sobre providências e no momento de sua saída foram novamente abordados pela suspeita e sua responsável pedindo “por favor para conversar”, mas novamente Tatiane recusou, pois, conta que família está muito abalada.

A Folha tentou contato com os responsáveis do Colégio São Tomaz de Aquino para apurar quais são as medidas que estão sendo tomadas no caso, mas até o fechamento desta matéria a reportagem não obteve retorno.