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Acervo histórico de Santo Antônio da Platina é cedido à UEPG para restauração
Acervo histórico de Santo Antônio da Platina é cedido à UEPG para restauração
09/03/2022 14h46 Atualizada há 4 anos
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O município de Santo Antônio da Platina através do departamento Municipal de Cultura irá ceder à equipe do Museu Campos Gerais (MCG), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) o acervo histórico da cidade para restauração, pesquisa e documentação dos artigos.

O acervo é composto em sua maioria por fotografias, negativos, filmes, documentos e acessórios pertencentes ao fotógrafo José Tanko (1915-1992), que foram doados através de seu filho, o fotógrafo e professor de artes Paulo Tanko.

Na quinta-feira (03), os objetos foram retirados da Casa da Cultura Platinense, onde estavam armazenados, e levados para o Museu Campos Gerais, em Ponta Grossa.

O acervo será utilizado para que historiadores e museólogos trabalhem na recuperação dos artigos danificados, digitalização das fotos, documentação e pesquisa histórica dos objetos. A universidade também realizará exposições fotográficas anuais para visita do público, além de disponibilizarem arquivos digitais para pesquisa.

O material possui 62 anos de história iconográfica de Santo Antônio da Platina e de todo o Norte Pioneiro que atravessa três gerações de fotógrafos da mesma família. O romeno José Tanko veio ao Brasil ainda jovem e se estabeleceu em Santo Antônio da Platina em 1942, quando criou a popular casa de fotos, que durou até 2004. Nesse período somam-se mais de 190 mil clientes, conforme informações dos livros de registro que compõem o acervo.

O início desse processo de restauração começou em 2020 com o professor Niltonci Chaves, diretor do MCG, que deu início aos processos de inventário do acervo, juntamente com a pesquisadora e professora de história Ruhama Sabião, que é platinense e foi responsável pela intermediação. “O acervo de fotos Tanko tem uma importância muito maior do que até então atribuímos. Os objetos e documentos não integram somente a história de Santo Antônio da Platina ou do Norte Pioneiro, mas sobretudo a história do Paraná” comentou Ruhama.

A professora acrescenta ainda que, o acervo é um dos poucos existentes na região, sendo de grande importância para o meio histórico e cultural. “Mais do que um fotógrafo de uma cidade do interior, Tanko, foi um intelectual e artista do seu tempo, que registrou a vida de famílias, trabalhadores, fazendas, igrejas, escolas, eventos, entre outras temáticas queridas por ele. Seu acervo é a memória viva da história de Santo Antônio da Platina e região, por isso, as expectativas quanto ao futuro são as melhores, pois sabemos que nas mãos dos profissionais certos e que reconhecem esse valor essa memória retornará a nós e nos trará muito mais orgulho da nossa cidade do que já temos” finalizou.